quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

S.O.S. Cabelo de Praia

Como minimizar os estragos causados pelo mar, sol e piscina


O verão chegou e, com ele, todos os problemas que a época traz para os cabelos: ressecamento, oleosidade excessiva, desbotamento, quebra. Três são os principais causadores de tanto estrago: a água do mar (do mar ou da piscina), o sol, e os elásticos que prendem os fios. Para minimizar os danos da estação, experts dão dicas valiosas. Siga e não se descabele mais!


Supertratamentos blindam os fios para a temporada da praia. "Hidratações poderosas com produtos a base de queratina são indispensáveis", ensina o beauty artist Celso Kamura. Para o hairstylist Marco Antônio de Biaggi, os óleos naturais são apostas práticas. "O ativo da moda é o óleo de bambu do Japão", diz ele, que também é fã do argan. "Você pode usar antes da lavagem, nos cabelos úmidos, antes da secagem, e também nos cabelos secos para proteger. É um produto versátil. As versões atuais são leves e tecnológicas, pode apostar", diz.


Para não queimar o cabelo e o couro cabeludo, invista em protetores para os fios


A mudança de clima pede também uma renovação no arsenal de produtos. "Se o seu cabelo tem a raiz oleosa, não deixa de comprar xampus com ingredientes refrescantes, como menta e chá verde", ensina Sergio G, cabeleireiro do Studio W. Nessa época do ano, troque o condicionador normal por uma máscara que age em cinco minutos, ainda no banho. "Aplique o produto do comprimento em direção às pontas e enxágue bem. Dessa forma, você garante hidratação e proteção extra para todos os tipos de cabelos - até para os oleosos, pois excesso de óleo não significa hidratação", explica Biaggi.


Outras boas compras. Não deixe de investir:


- Para não queimar o couro cabeludo e tostar os fios vá de protetor solar capilar com FPS 15, no mínimo;


- Leave-in hidratante com protetor solar ajuda a desembaraçar o cabelo após o banho e ainda rebate os danos do secador;


- Xampu e condicionador solar são boas escolhas por que levam detergentes mais suaves e ingredientes protetores;


- Pentes de dentes largos minimizam a quebra.



Outros amigos do cabelo no verão são o chapéu e o lenço. "Além de charmosos, eles protegem as madeixas". ensina Andreia Costa, hairstylist do Tamba Salão Boutique. E para quem não abre mão dos elásticos, melhor optar por produtos revestidos com tecido, que poupam a fibra capilar da tração. "Também é importante evitar prender os fios ainda molhados, para não quebrar o cabelo", completa Andreia.



Socorro, meu cabelo está verde!

É o drama das loiras. O cloro e os produtos de limpeza usados na piscina fatalmente interferem no tom dos cabelos descoloridos. J. Alvim, cabeleireiro do Studio W, ensina que aplicar leite em todo o comprimento é uma saída para rebater o efeito indesejado. “Deixe agir por 25 minutos e enxágue”. Invista também num xampu com pigmentos em tons de violeta, que neutraliza o “amarelão” e o esverdeado. Algumas opções são: Color Save Silver, da Schwarzkopf, R$85, e Shampoo Silver Gloss, da L´Oreal, R$86.


Como Dany Bananinha, as loiras devem cuidar para que o cabelo não fique esverdeado




Outras dicas rápidas:


- Toda vez que sair do mar, lave os fios com água doce para evitar o ressecamento;


- E como a beleza vem de dentro, beba no mínimo dois litros de água por dia para dar uma força extra aos fios;


- Para não deixar o frizz se instalar, aplique um leave-in que protege do calor e seque 80% dos cabelos com o secador. O restinho de umidade ajudará o cabelo a não arrepiar;


- No meio da estação, vale investir em um tratamento no salão, para manter a hidratação e a cor. “Combine hidratação e reconstrução profissional. A primeira vai repor a água perdida e a segunda vai fortalecer, porque devolve a massa”, conta o hairstylist Márcio Mello, do salão Éclat;


- Caso a cor desbote bem no meio da temporada, os xampus tonalizantes podem salvar. Mas lembre-se: qualquer química é agressiva para os cabelos;


- É importante manter a cabeleira aparada para evitar que as pontas duplas se revelem. Segundo Marco Antônio de Biaggi, não é preciso mudar o comprimento, basta repicar bem para retirar a parte danificada e garantir balanço sexy nas férias.

Protetor Capilar Manga Verde, Sol de Janeiro R$33,90 |
Leave-in Chá Verde e Extrato de Hipérico, Ecologie R$ 26,90 |
Color Save Silver, Schwarzkopf R$ 86,90


Serviço: Celso Kamura - C.Kamura | Marco Antônio de Biaggi - MG Hair |  Sergio G e J. Alvim - Studio W | Andreia Costa, Tamba Salão Boutique | Márcio Mello, Salão Éclat

Receita 28 - Especial Verão 2012

Salada Tropical de Verão



  • Ingredientes
  • 1 pé de alface crespa (verde ou roxa)
  • 1 pé de alface americana
  • 1 pé de rúcula (só as folhas) ou 1 pé de agrião
  • 300 g de tomates secos
  • 300 g de queijo minas fresco em tiras
  • 1 lata de atum (sólido)
  • 1 manga cortada em pedaços
  • Azeite de oliva
  • Ajinomoto
  • Molho:
  • Mel
  • Mostarda
  • Azeite
  • Suco de 1 limão
  • Croutons:
  • Pães de forma cortados em quadradinhos pequenos
  • Azeite
  • Orégano

  • Modo de Preparo
  1. Lave previamente todos os ingredientes antes de usar, deixe de molho em uma solução de água limpa com vinagre
  2. Pegue um refratário e disponha das folhas rasgando uma a uma, desfie e espalhe o atum
  3. Em seguida, coloque sobre as folhas intercalando os tomates secos, o queijo e a manga em pedaços
  4. Tempere com azeite e o sal
    O molho:
  1. Basta misturar todos ingredientes em proporções pequenas
    Os crutons :
  1. Pegue o pão de forma cortado em quadradinhos e sem casca, coloque em uma panela, em fogo brando, regue um pouco de azeite e um punhado de orégano
  2. Deixe dourar levemente
  3. Sirva por cima da salada

Reflexão 04/01/2012



O DEVIDO LUGAR DO SENHOR


"Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela"

(Salmo 127.1)


Erra muito quem não busca o Senhor nem para as coisas grandes nem para as mínimas. Isso pode acontecer conosco também. Muitas vezes, lutamos para o nosso futuro e o de nossos filhos, mas nem sempre consultamos Deus. Quem não edificar a casa com Ele verá que fez uma obra fraca e sem garantia de sucesso. Não há necessidade de ficarmos preocupados com o que nos poderá acontecer amanhã; basta crer na Palavra, pois Ele quer vigiar a nossa cidade, a nossa rua, a nossa casa e, também, a nossa vida. Mas será que temos crido nEle?


Deixar de buscar as orientações divinas em oração e na Palavra é caminhar em terreno desconhecido, que, fatalmente, irá levar-nos a um destino errado. Muitos nem mesmo têm pedido a Deus a direção para as importantes decisões da vida – como, por exemplo, a escolha da profissão, do cônjuge, ou a compra de uma casa. Desprezar a orientação dEle por causa de algo que desperta a nossa atenção e aparenta ser o melhor traz resultados ruins.


Em todos esses anos de ministério, tenho aconselhado muita gente com os mais diversos problemas e percebido que, em quase 100% dos casos, o que motivou as pessoas a tomarem uma atitude foi a aparência, o conforto ou mesmo a facilidade que se apresentava. Consequentemente, sobrevieram-lhes os piores problemas. Mas, se tivessem buscado a direção divina e crido nela, teriam tido outro futuro.


Não há quem não esteja preocupado com a própria velhice e com o futuro dos filhos – e, para essas coisas, empreende-se todo esforço e energia. No entanto, o versículo declara que a casa erguida sem o Senhor é uma edificação vã. O que pode ser considerado sucesso, na verdade, é o mínimo que a pessoa conseguiria se tivesse buscado e seguido o concurso do Céu.


Como Pai, o Senhor sempre terá o melhor para os Seus filhos. Eu mesmo não consigo imaginar-me fazendo qualquer outra coisa e sendo bem-sucedido. Como sou grato pelo convencimento dado por Deus de que, no ministério, eu iria realizar-me muito mais do que em qualquer outra área! Para outros, no entanto, o Senhor pode ter orientado a vida empresarial, artística etc. Ele sempre tem o melhor para os Seus!


Quem descansa nEle não precisa preocupar-se com o dia de amanhã, a violência ou qualquer ataque do inferno. O Senhor sabe vigiar a cidade, a nossa rua, a nossa casa e a nossa vida, bem com a dos nossos. Que lugar você tem dado a Ele?

Em Cristo, com amor

Prefiro ser Essa metamorfose ambulante

Olá colegas blogueiras!

Na sua opinião, qual é  a melhor metamorfose?

Escolha pela numeração de cada uma

E  você pode escolher um corte de cabelo com outra cor de cabelo, é só dizer as numerações das metamorfoses correspondentes, ok!



 2º


 


 


 


 6º


 


 


 


 10º


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Luzes, Reflexos, Mechas ou Balaiagem nos cabelos. Qual a diferença e qual devo usar?

Olá colegas blogueiras!

O assunto de hoje é cabelo. Ou melhor, as diversas técnicas pra iluminar os cabelos.

Como vocês já sabem estou anciosa pra mudar o meu visual em 2012 (postagem Mude O Meu Look Para 2012), e percebi que não sabia a diferença entre luzes, mechas, reflexo e balaiagem. Então pesquisei na net e vou resumir pra vocês, ok!


* LUZES: são mechas fininhas descoloridas por toda a cabeça, clareando os cabelos em até 3 tons. Nesta técnica, cerca de 50% dos fios são descoloridos. Mas pra quem já tem os cabelos bem claros por ter feito várias sessões, é possível fazer as “luzes negativas”, ou seja, as mechas serão escuras, na cor natural dos cabelos.





* REFLEXOS: A espessura das mechas depende da quantidade de cabelos da pessoa. Normalmente, elas são finas, espalhadas e bem marcadas, e, por isso, acaba conferindo um visual um pouco mais artificial. Clareia cerca de 80% a 90% dos fios. Nessa técnica, essas mechas recebem a tintura e são envolvidas em papel alumínio, devendo ser refeito sempre que a raiz começar a aparecer.




* MECHAS: As mechas são mais largas, normalmente em cores que contrastam com a cor do cabelo. São bem marcadas e feitas em determinadas regiões para acentuar o rosto.
CALIFORNIANAS: são mechas mais escuras no comprimento e mais claras nas pontas. Dão efeito de profundidade ao cabelo. Muito utilizadas no verão já que dão um aspecto de cabelos queimados pelo sol.

cabelos-luzes-e-mechas



* BALAIAGEM: É indicada pra quem quer começar a clarear os cabelos, mas sem uma mudança radical. Essa técnica trabalha o tom sobre tom, modificando cerca de 20% dos fios. As mechas, aqui, são concentradas no topo da cabeça ou nas têmporas, normalmente mais finas e de duas ou três cores, próximas à cor natural dos cabelos. Dá ideia de cabelo levemente iluminado pelo sol.




Eu ainda não decidi o que vou fazer nos meus cabelos, mas gostaria que você entrasse nesta postagem "Mude O Meu Look Para 2012" e desse a sua opinião.

Conto com a sua participação!!

Bjs no s2

Resultado da Enquete

Você acha correto o Brasil ter mais dois estados? Mesmo sabendo que os estados já existentes são muito mal administrados?

100% das respostas acharam incorreto o Brasil terem mais dois estados.

Vamos saber o por que?!

O Congresso Nacional promulgou em 26 de maio o Decreto Legislativo nº 136, que dispõe sobre a realização de plebiscito para criação do Estado do Carajás. Corre simultaneamente no Legislativo o projeto para criação do estado do Tapajós, que foi aprovado com modificações na Câmara dos Deputados e, por isso, deverá retornar ao Senado para reapreciação.

Apesar da aprovação iminente destes dois Decretos Legislativos, ainda pairam várias dúvidas legais sobre o processo, das quais a mais importante é aquela sobre a abrangência do plebiscito. Não se sabe ainda se todos os paraenses serão consultados, ou se só os habitantes dos futuros estados decidirão sobre a cisão.

Essa questão, assim como muitas outras serão deixadas para decisão judicial, evitando assim um possível desgaste político da proposição. Outra decisão estratégica que parece ter sido tomada pelos apoiadores da divisão é a de se votar conjuntamente as duas divisões, o que aparentemente aumentaria as chances de sucesso de ambas.

É importante ressaltar que estes projetos são os primeiros de uma lista de 14 proposições de criação de novos estados ou territórios e, portanto, possuem um caráter, se não de jurisprudência, pelo menos de formação de precedentes. Em suma, o trâmite e procedimentos eleitorais das outras proposições serão balizados pelas decisões estabelecidas nesses dois casos.

Se levados a cabo, tais projetos reduziriam o Estado do Pará a 22% da sua área atual. No entanto, o território que restaria do Estado do Pará conservaria 71% de sua população atual de cerca de 7,5 milhões de habitantes. Carajás somaria uma população de cerca de 1,5 milhão de pessoas e Tapajós, de pouco mais de 800 mil.

Como Ficaria o Atual Estado do Pará


ANTES

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/aulas/1269/imagens/estadopara.jpg

DEPOIS

Um ponto notável dessa reordenação territorial seria a discrepância de densidades demográficas dela resultante: o Pará ficaria com 18,1 habitantes por km2, o que representa cerca de quatro vezes a densidade de Carajás e dezesseis vezes aquela que seria observada no Tapajós.

Sob o ponto de vista econômico, os dois estados nascentes seriam bastante díspares. Carajás teria um PIB estadual de cerca de 20 bilhões de reais, enquanto Tapajós contaria com um PIB de pouco mais de 4 bilhões. A divisão setorial dos PIBs também se revela bastante distinta: em Carajás ocorre uma predominância industrial, setor que responderia por 54% do futuro estado, enquanto que o setor de serviços, com 42% da produção, seria o mais importante no caso de Tapajós.

Mas talvez a maior diferença entre os dois estados esteja nos PIBs per capita. Quando esses valores são apreciados, parece que o Pará está sendo dividido em regiões por ordem de pobreza. A região que formaria o Estado do Tapajós apresentou em 2008 um PIB per capita de R$ 5.628, o que corresponde a 70% do PIB per capita paraense naquele ano. Já para Carajás, tal valor chega a R$ 14.000, sendo 76% maior que o PIB do Pará. A diferença entre os PIBs per capita de Carajás e Tapajós seria de 150%, o que grosseiramente quer dizer que cada habitante de Carajás seria 2,5 vezes mais rico em média que os moradores do Tapajós.

Um forte argumento, a meu ver, contra a criação desses estados é a insustentabilidade financeira de ambos. Utilizando uma metodologia desenvolvida para estimar os custos de manutenção das unidades federativas brasileiras é possível ter uma ideia de qual seria o montante de gastos anuais necessários para a condução das máquinas estaduais dos governos a serem criados.

Essa metodologia calcula o custo do governo estadual baseada no PIB estadual, na população do estado, na sua área geográfica e no número de municípios que o estado contém. A lógica aqui é a de que quanto mais população e PIB o estado tiver, maiores deverão ser os gastos estaduais, uma vez que a produção de serviços públicos, tanto sociais quanto de infraestrutura, também terá que ser majorada.

Os valores estimados por este método apontam para um total de gastos estaduais de R$ 1,9 bilhão no Estado de Tapajós e de R$ 3,7 bilhões no caso de Carajás.

Quando esses valores são confrontados com a produção local, pode-se ter uma ideia preliminar sobre a viabilidade econômica dos novos estados. Os PIBs dos potenciais estados podem ser calculados pela agregação dos PIBs dos municípios que o formariam.

Por exemplo, o Estado do Tapajós gastaria com o seu governo estadual a proporção de 44% do seu PIB. Naturalmente, isso não quer dizer que essa proporção do PIB do estado seria alocada para financiar as despesas estaduais, mas sim que a máquina estadual consumiria um valor equivalente a 44% da produção local.

No caso do Estado de Carajás a situação, embora melhor, ainda estaria longe de ser confortável. Esse Estado gastaria o equivalente a 19% do seu PIB com o governo estadual, o que é bem menos que a proporção do Tapajós, mas ainda assim é maior que a média nacional (12,5%) e maior que a média do Pará (16%).

Um ponto que merece ser frisado é que esses gastos acima citados dizem respeito apenas ao funcionamento regular dos governos estaduais e não computam os gastos necessários à construção da infraestrutura para seu funcionamento (sedes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; sede do Ministério Público; equipamentos para as secretarias de governo; etc.).

Também é possível se ter uma ideia, ainda que aproximada, do montante de receitas disponíveis a cada um destes novos estados. Para se realizar este exercício, tomam-se como base as receitas totais do estado do Pará em 2009, cujos valores são os últimos disponíveis. Calcula-se então quanto desta receita iria para os novos estados baseado na proporção da arrecadação municipal das novas unidades. Assim se a receita municipal do conjunto dos municípios do novo estado corresponde a 20% da receita do total dos municípios paraenses, supõe-se que a receita total do novo estado será igual a 20% da receita estadual do Pará. Baseado nessas proporções, os valores encontrados para os Estados de Tapajós e Carajás são, respectivamente, 1,057 e 2,666 bilhões de reais.

Tais receitas e despesas dos novos estados implicam um déficit conjunto de R$ 1,873 bilhões, distribuídos entre Tapajós (R$ 864 milhões) e Carajás (R$ 1,009 bilhões). A Tabela abaixo consolida essas estimativas:



Tabela

Estimativas Fiscais para os Estados de Carajás e Tapajós


                                                                                     Carajás           Tapajós           Total



Gasto Estimado do Estado em R$ bilhões                 3,676            1,922           5,597


PIB* em R$ bilhões                                                     19,232           4,343          23,574


Gasto em %PIB                                                              19,1              44,2               23,74


Receita Orçamentária Estimada em R$ bilhões    2,666             1,057            3,724


Déficit Anual Estimado em R$ bilhões                    1,009             0,864            1,874


Gasto por Habitante em R$                                        2.681             2.490            2.613


Os números apontam para um déficit conjunto de 1,8 bilhão de reais anuais. Esse valor teria que ser coberto de alguma forma, provavelmente, para não dizer inevitavelmente, pela União.

As informações apresentadas não pretendem menosprezar os anseios das populações locais por melhores serviços públicos e qualidade de vida. Muitos dos habitantes dessas regiões se sentem negligenciados pelo governo estadual, em muitos casos com razão. O fato de o Pará ter amplo território faz com que a distância entre Belém e os rincões mais longínquos muitas vezes seja um obstáculo para a boa governança necessária ao desenvolvimento local. É inegável que governos mais próximos da população seriam mais responsabilizáveis e que as regiões seriam beneficiadas pela criação dos respectivos estados.

No entanto, podem existir razões menos nobres, de maior ou menor legitimidade por trás das proposições de criação destes estados. Dentre elas a criação de inúmeros novos cargos eletivos e de confiança que permitiriam uma diluição da concorrência política por posições públicas.

O domínio político de áreas potencialmente geradoras de tributos também pode ser uma das razões motivadoras dessas proposições. A região que formaria o Estado do Carajás é rica em minerais e já conta com uma grande operação da Vale. A usina de Belo Monte, a ser construída nos próximos anos, será localizada em Vitória do Xingu, município que integraria o estado do Tapajós. Dificilmente o orçamento monumental dessa operação terá passado despercebido.

Contudo, a principal motivação para as proposições parece ser a inevitabilidade de aplicação de recursos federais nas regiões após o surgimento dos novos estados. Seja para construir a infraestrutura física, seja para saldar o déficit que, como foi visto acima, será criado a partir da criação das novas unidades federativas. Parece impossível que não haja aplicação adicional de fundos da União na hipótese de concretização da divisão.

Tal ideia é facilmente vendida para a população local, geralmente carente de serviços públicos. A perspectiva de atração de novos recursos, inclusive federais, traz uma esperança de que setores como saúde e educação possam ter melhorias significativas. O problema é que mais recursos para a região significam ou menos recursos para outras regiões, ou maior tributação em nível nacional, ou crescimento da dívida federal. Em uma sociedade democrática, pode-se escolher gastar mais em uma determinada região, arcando-se com uma dessas conseqüências. O problema aqui é que esta forma de atrair recursos federais é cara e antieconômica. As estimativas sugerem que a criação de um estado novo na federação brasileira adiciona ao gasto público total R$ 995 milhões anualmente, somente para manter as estruturas criadas. Assim, o desmembramento do Pará em três estados acrescentará cerca de 2 bilhões de reais às despesas de governo no Brasil, dos quais, como vimos, cerca de 1,8 bilhão não poderão ser cobertos por receitas próprias dos novos estados.

Existem circulando hoje no Congresso Nacional propostas para a criação de 13 novos estados e territórios. Caso todas se concretizem, teremos uma federação com 37 estados, 3 territórios e cerca de 13 bilhões mais cara. Isso sem contar novas proposições que poderão surgir na esteira do sucesso dos projetos que ora tramitam. Por tudo isso, a divisão do Estado do Pará não parece ser uma boa idéia.